Apelo à participação – Diagnóstico aos Sistemas de Informação dos Museus

Apelo à participação – Diagnóstico aos Sistemas de Informação dos Museus

Aproveito o texto dos colegas que estão a tratar da divulgação deste 1.º diagnóstico aos sistemas de informação dos museus para vos transmitir estas informações muito importantes e chamar a vossa atenção para a necessidade de contar com o apoio de todos para este trabalho.

“Como possivelmente é já do vosso conhecimento, o Grupo de Trabalho – Sistemas de Informação em Museus (GT-SIM), da Associação Portuguesa de Bibliotecários, Arquivistas e Documentalistas (BAD), está a realizar um inquérito aos museus portugueses no âmbito do projeto Diagnóstico aos Sistemas de Informação dos Museus.

Este projeto tem como objetivo central o levantamento e a caracterização dos museus portugueses no que diz respeito às áreas da gestão da informação dos vários tipos de bens patrimoniais.

Os resultados do projeto possibilitarão, por um lado, conhecer a realidade portuguesa atual no que diz respeito à gestão da informação dos acervos nos museus e, por outro lado, constituirão o fundamento para orientar o trabalho futuro do GT-SIM.

No final do mês de março foi enviado por correio eletrónico um convite à participação no estudo. Se por alguma razão não o recebeu por favor contate o seguinte endereço eletrónico: diagnostico.si.museus@gmail.com.

A resposta ao questionário é feita online.

A sua participação é muito importante!

Obrigado desde já pela sua colaboração.”

Não será demais dizer que o conhecimento da realidade que temos permite enfrentar melhor os desafios que temos pela frente. Chamo portanto a vossa atenção e peço a vossa paciência para nos ajudarem neste processo que será importante para todos nós.

Notícia BAD

Social Tagging e ciência feita pelos cidadãos

Social Tagging e ciência feita pelos cidadãos

Já há muito que conheço projetos bem interessantes de social tagging em museus através dos seus repositórios digitais nos quais o mais simples dos utilizadores pode adicionar etiquetas com informação que para ele é relevante sobre as coleções. Não são uma novidade de todo, mas o caminho ou os caminhos que abrem estão, no meu entender, ainda muito pouco explorados. Quero com isto dizer que o conceito de dar uma palavra aos utilizadores e reunir, de forma mais ou menos complexa, informação que possam ter sobre as coleções é visto de forma positiva e negativa na comunidade museológica, no entanto, tal como a maior parte das inovações na documentação de coleções dos últimos 30 anos, as suas mais valias só poderão ser confirmadas ou esquecidas depois de aplicarmos na prática, em diferentes contextos e com diferentes objetos de estudo, esse mesmo conceito. Devo dizer que a ideia me fascina e julgo que os conservadores de museus e as equipas que tratam do estudo e gestão de coleções poderiam ganhar muito com esta abertura, mas compreendo também alguma relutância quanto à necessidade do museu (e seus profissionais) manterem em alta as expectativas de credibilidade de informação que normalmente detêm junto do seu público.

Dito isto hoje fui surpreendido com este projeto dos Imperial War Museums e dos National Archives: Operation War Diary – Reports From The Front. Um projeto inovador que permite a quem quiser ajudar a classificar um conjunto de documentos (diários de diversos batalhões e companhias inglesas que estiveram em diversas frentes da guerra) de acordo com diferente tipos de informação como cronologia (data e tempo), locais, pessoas, actividade das unidades, baixas, clima, vida militar, referências, etc. que nos é introduzido por um tutorial bem eficaz e simples. O projeto conta já com boas percentagens em termos das classificações para alguns dos diários disponíveis e, infelizmente para nós portugueses, é restrito a diários de unidades militares do Reino Unido, no entanto, imagino que possa ser facilmente replicado para um mesmo projeto que o Arquivo Histórico Militar ou os Museus Militares Portugueses decidissem empreender ou para outros projetos de carácter semelhante que museus e arquivos portugueses possam ter interesse em desenvolver em parceria com a Zooniverse (responsável pela plataforma e gestão da informação recolhida), uma rede de projetos de ciência de cidadãos da Citizen Science Alliance.

 

Arquivo Nelson Mandela

Arquivo Nelson Mandela

Nós somos uns privilegiados, meus caros amigos! Daqui a uns anos, com os netos sentados ao colo, vamos poder dizer que vivemos no mesmo tempo que Nelson Mandela. E contar-lhes que era um Homem dos raros, dos determinados, dos que sofreram e souberam ser maiores que o enorme sofrimento que viveram…

E os nossos netos, graças ao privilégio que é viver no nosso tempo, não precisarão (embora eu recomende vivamente que o façam) de visitar a África do Sul para conhecer o legado, as paixões, as fraquezas, a grandiosidade de Mandela. Só terão que, sentados no colo do avô, com um iPad nas mãos aceder a http://archive.nelsonmandela.org e percorrer os documentos, os filmes, as cartas, os testemunhos que a Google e o Centro de Memória de Nelson Mandela reuniram naquele soberbo site.

Um excelente trabalho que me relembra que Mandela é uma daquelas pessoas da história da humanidade que eu adorava conhecer pessoalmente e ter uma conversa de café… sei que será pedir muito, mas se por acaso alguém por aí o conhecer, façam o favor de lhe falar nisso, ok?

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=KqNI5uCuZHk]

Aditamento:

Aproveito para vos recomendar, para uma breve visita, as “curated stories” que podem ser consultadas através dos círculos que estão na parte superior do site… a que mais gostei a última “Young People”.

Criação de nova direcção geral de Arquivos

Pelo que leio hoje nas notícias parece que vamos ter uma Direcção geral de Arquivos que vai englobar o anterior Instituto nacional, a Torre do Tombo, os arquivos regionais e, ainda, o Centro Português de Fotografia.

Não tendo ainda opinião formada sobre o assunto espero para ler o que a comunidade de especialistas tem para dizer.