9º Encontro da Sistemas do Futuro – São Paulo

9º Encontro da Sistemas do Futuro – São Paulo

Este ano a Sistemas do Futuro irá organizar o encontro de utilizadores em São Paulo, Brasil, nos próximos dias 19 e 20 de Maio, com o apoio da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo. Este evento, que já vai na sua nova edição, pretende promover e divulgar projectos em que a empresa colabora, contribuindo assim para a partilha de experiências e para potenciar possíveis colaborações e parcerias entre instituições e investigadores na área dos museus e património cultural.

No site do projecto a Sistemas do Futuro descreve assim o evento:

Estes encontros são organizados pela Sistemas do Futuro sempre em parceria com uma entidade que acolhe os participantes e tem permitido a realização em diferentes locais de Portugal e Espanha. Este ano o parceiro da organização do evento é a Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo, permitindo pela primeira vez a realização do evento no Brasil.

Em 2016, os temas do encontro são: Plataformas de gestão, integração e divulgação do patrimônio; Patrimônio imaterial, oral e da escrita; Terminologia e vocabulários controlados. Cada tema incluirá várias comunicações seguidas de debate e o encontro encerra com uma mesa redonda dedicada à documentação do patrimônio cultural e o sistema atual de ensino superior.

É um encontro que conta normalmente com a participação de vários museus e investigadores na área da documentação e divulgação do património cultural e, tal como aconteceu nas anteriores edições, terá este ano um programa dedicado aos temas acima mencionados e onde serão apresentados diversos projectos nos quais a Sistemas do Futuro tem uma participação activa.

8º Encontro Sistemas do Futuro

8º Encontro Sistemas do Futuro

As inscrições no Encontro são gratuitas, mas estão condicionadas aos lugares disponíveis no auditório da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo onde se irá realizar o evento.

Imagino que muitos dos meus amigos que costumam ir a estes encontros não possam comparecer neste, mas caso possam teria muito gosto em os rever a todos por lá.

Para mais informações:

Secretariado

Juliana Alves
juliana@sistemasfuturo.com

Localização do evento

Auditório – Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo
Rua Mauá 51, 1º andar
São Paulo – Brasil

(6º Encontro) Documentação em Casas-Museu

(6º Encontro) Documentação em Casas-Museu

O título deste post é o tema do 6º Encontro Casas-Museu em Portugal que se irá realizar na Fundação Eça de Queiroz, em Tormes, nos dias 22 e 23 de Março. O programa do Encontro inicia-se com uma viagem de Comboio desde o Porto até Arêgos, onde os participantes iniciam um percurso pedestre pelo “Caminho de Jacinto”, guiados por Rafael Pereira que os vai levar à Casa de Tormes e a uma visita guiada seguida de um jantar Queirosiano no restaurante da casa. Ainda não vos falei nada sobre documentação em Casas-Museu, mas confesso desde já a minha vontade de participar no encontro.

O dia 23 será preenchido com um programa mais formal onde serão debatidos temas como os arquivos, centros de documentação, preservação de documentos gráficos, gestão documental e a importância da documentação na planificação e gestão desta tipologia de museus. Um programa que conta com a presença de diversos especialistas, alguns dos quais tenho o prazer de ter como amigos, que certamente apresentarão o estado da arte da documentação nos projectos em que estão inseridos.

Devo dizer que a documentação neste tipo de museus é um tema que me interessa particularmente. Pelas óbvias razões profissionais, mas também por ter acompanhado, relativamente de perto, o trabalho do António Ponte na sua dissertação de mestrado (podem consultar o trabalho aqui) sobre Casas-Museu em Portugal (tivemos o mesmo orientador e defendemos o mestrado no mesmo dia) e termos tido a oportunidade de falar amiúde, durante algumas sessões de orientação, sobre os problemas que esta tipologia de museus enfrenta nesta área. Documentar uma colecção de uma casa-museu não é só documentar os seus objectos, mas é também documentar a vida e obra do seu patrono ou da pessoa a quem a casa-museu se dedica. Muitas vezes, é o caso da Casa de Tormes, ou da Casa-museu Camilo Castelo Branco, ou da Casa-Museu José Régio, é também documentar uma obra brilhante, relacionar essa obra com os objectos, com o património imaterial que os liga, é relacionar a obra literária, os objectos, a pessoa com o seu tempo, com o seu pensamento, com o mundo que a rodeava, sem desconsiderar, no entanto, a actualidade e a importância daquele património para as gerações actual e futura.

Pode parecer simples, mas não é! Frequentemente os conservadores destas colecções enfrentam questões que não são tão prementes noutras tipologias de museus. O que fazer, por exemplo, com uma carta de amor, não publicada, de uma destas pessoas? Podemos, devemos expor? Será que o autor o queria que fizéssemos? E não o fazer não nos retira uma perspectiva da vida e da história dessa pessoa que pode ser importante para o conhecimento da sua obra? São questões difíceis, na minha opinião, mas que importa questionar e debater. Por isso mesmo aconselho a participação neste encontro a quem tiver a possibilidade de o fazer.

Fica abaixo o programa.

Programa
Programa 6º Encontro de Casas-Museu em Portugal
Acesso Cultura – Conferência 2013

Acesso Cultura – Conferência 2013

O GAM – Grupo para a Acessibilidade nos Museus depois de 10 anos de profícuo e muito interessante trabalho como um grupo de trabalho informal que tinha como objectivo melhorar o acesso aos museus a todo o público com diversas necessidades especiais passou agora a ser Acesso Cultura. Uma “associação formal, que irá abranger todo o sector cultural, pretende alargar o seu espectro de acção e de prestar os seus serviços a um leque mais alargado de instituições e profissionais.”

Uma das suas primeiras actividades é a organização de uma conferência, a 14 de Outubro, na Fundação Calouste Gulbenkian (Auditório 3), em Lisboa, sobre o mote: Cultura nas Redes: Redes sociais, novos acessos à oferta cultural. A apresentação da conferência no site da Acesso Cultura é:

As redes sociais têm vindo a alterar profundamente a forma como as instituições culturais se relacionam com os seus públicos. Esta nova realidade, em constante desenvolvimento (por vezes difícil mesmo de acompanhar) apresenta um vasto leque de oportunidades, mas também enormes desafios, considerando a falta de meios (humanos, financeiros ou tecnológicos) em muitas instituições. Nesta conferência procuraremos conhecer melhor as possibilidades que as redes sociais nos oferecem, ouviremos profissionais que, com mais ou menos meios, exploram estas ferramentas e teremos ainda a oportunidade de receber algumas dicas práticas de especialistas em redes sociais.

Preço de inscrição
Sócios: €15 / Não sócios: €25
(para os sócios institucionais, o desconto é extensível a 5 funcionários)

A ficha de inscrição, programa e informações sobre os oradores podem ser encontradas aqui.

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A Maria Vlachou (grande dinamizadora deste trabalho) lançou-me o repto de ser um dos oradores da conferência (uma maldade tendo em consideração que irei anteceder o Marc Sands, da Tate Modern) através de uma reflexão sobre a utilização das redes sociais – PARTILHAR OU PARTILHAR? EIS A QUESTÃO. Um desafio ainda assim menor do que os Museus enfrentam neste novo mundo digital.

Espero ver-vos todos lá.

I Encontro Património.pt – Gestao Pública e Gestão Privada de Recursos Culturais

I Encontro Património.pt – Gestao Pública e Gestão Privada de Recursos Culturais

É com prazer que divulgo esta informação sobre o I Encontro patrimonio.pt que pretende ver debatida a gestão pública e/ou privada dos recursos culturais do país. Não poderei infelizmente estar presente, mas desejo sinceramente todo o sucesso à iniciativa, embora tenha a certeza, dado a qualidade dos intervenientes, que será uma discussão interessante e proveitosa.

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Os Encontros patrimonio.pt, de periodicidade trimestral, pretendem pôr em discussão problemáticas da actualidade no sector do património em Portugal. Contando sempre com dois convidados, conheceremos as visões de experiências e formações diferentes sobre determinado tema. Querendo ser um espaço aberto a discussão e reflexão contar-se-á com a presença de todos aqueles que queiram participar.

Neste primeiro encontro, teremos a visão de dois profissionais – do sector público e privado – sobre diferentes formas de gestão de recursos culturais.

 

CONVIDADOS

Luís Raposo (Presidente do ICOM-Portugal)

Miguel Lago (ERA-Arqueologia)

 

MODERAÇÃO

José Maria Lobo de Carvalho

 

Luís Raposo é arqueólogo do Museu Nacional de Arqueologia (de que foi director entre 1996 e 2012). Professor Convidado do Departamento de História da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Presidente do ICOM Portugal e Membro da Direcção do ICOM Europa. Membro do Conselho Consultivo da Comissão Nacional da UNESCO. Antigo Presidente da Associação Profissional de Arqueólogos.

Miguel Lago é Arqueólogo e sócio fundador da ERA-Arqueologia, de que é Administrador Delegado. Desenvolve a sua actividade ao nível da prestação de serviços nas áreas da Arqueologia e do Património em geral, prosseguindo acções de implementação de projectos de investigação e valorização patrimonial, de que se destaca o caso do Complexo Arqueológico dos Perdigões. Ao longo dos anos, tem desenvolvido reflexões sobre questões relacionadas com a profissão e com o mercado que se tem consolidado na área do Património.

José Maria Lobo de Carvalho é Arquitecto, especializado na área do Património Construído e nos últimos 18 anos tem-se dedicado ao estudo, inventário, diagnóstico e intervenção em vários edifícios e centros históricos em Portugal e estrangeiro. É Doutorado pelo IST onde lecciona no Departamento de Engenharia Civil, Arquitectura e Georrecursos.

Consultório do Museu de Portimão

Consultório do Museu de Portimão

Esta ideia do consultório do Museu de Portimão (aproveito desde já para dar os parabéns ao Dr. José Gameiro e à equipa do museu pela excelente iniciativa) é, a todos os níveis, de salientar.

Desde logo é uma forma simples e eficaz de colocar directamente o museu (e a mestria dos seus técnicos) ao serviço da sua comunidade, ganhando o seu reconhecimento e atenção, trabalhando em prol da conservação e preservação do património (por vezes de elevada qualidade) que é propriedade de privados. Em segundo lugar porque é uma boa forma que o museu encontrou para conhecer e estudar objectos e/ou colecções que normalmente não são do conhecimento público (algumas serão bem interessantes, por certo). E finalmente, porque esta é também uma forma de chamar visitantes ao museu e dar-lhes a conhecer alguns aspectos práticos, e menos visíveis, do trabalho que é feito nos museus.

Fica aqui também a divulgação para os interessados. Os meus redobrados parabéns a toda a equipa.

portimao

E pelo que parece a ideia, com a participação da Patrícia Remelgado do pportodosmuseus, acaba por ser espalhada através da criação de uma Rede de Consultórios de Museus. Excelente ideia… excelente ideia!