9º Encontro de Utilizadores – Sistemas do Futuro

9º Encontro de Utilizadores – Sistemas do Futuro

A Sistemas do Futuro organiza, de dois em dois anos, o seu Encontro de Utilizadores que tem como principal objectivo dar a conhecer os projectos que desenvolve com e para os seus clientes e parceiros e possibilitar a troca de experiências e conhecimentos com a comunidade museológica e científica na área do património cultural. Desde sempre estes encontros foram gratuitos e, ao longo dos anos, vários profissionais de museus participaram e contribuíram para a extraordinária rede de conhecimento criada à volta das questões da documentação e gestão do património.

Sessão de Abertura do 9º Encontro de Utilizadores

Sessão de Abertura do 9º Encontro de Utilizadores

Este ano o Encontro de Utilizadores, já na sua 9ª edição, foi organizado em parceria com a Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo e decorreu no auditório desta instituição nos dias 19 e 20 de Maio. O programa foi extenso e contou com várias apresentações interessantes (recordo que a minha opinião poderá ser parcial) de projectos brasileiros e portugueses nas quais é evidente um enorme esforço das instituições para resolver questões práticas na documentação e gestão de um património vasto e riquíssimo.

Não vou, dado que esperamos em breve ter autorização para a publicação dos vídeos das apresentações, elogiar ou focar uma apresentação específica. Todas elas têm pontos muito interessantes, com soluções e problemas, com diferentes abordagens e metodologias, mas importa-me referir um ponto comum a todas elas, a importância dada às normas. Pode parecer-vos uma questão óbvia, tratando-se de documentação, mas não é. Tanto não é que ainda hoje assisto à apresentação de projectos, leio artigos e vejo online alguns produtos de processos de documentação em que a normalização existente é a mesma do que a quantidade de água no deserto de Atacama. É isso que me faz sentir que o caminho, embora longo e difícil, está a ser bem trilhado por muitas instituições com grandes responsabilidades nesta matéria.

Auditório da SEC-SP

Auditório da SEC-SP

Estes dois dias foram também um excelente momento de aprendizagem, de partilha e de construção de boas amizades com muitos colegas brasileiros que, num momento particularmente difícil, trabalham todos os dias em prol da nossa herança cultural tornando-a acessível, física e intelectualmente, à grande comunidade da lusofonia. Para ser um encontro perfeito só faltou a presença de muitos colegas portugueses que costumam marcar presença nestes momentos e dos quais senti(mos) a falta.

Espero ver todos numa próxima oportunidade.

9º Encontro da Sistemas do Futuro – São Paulo

9º Encontro da Sistemas do Futuro – São Paulo

Este ano a Sistemas do Futuro irá organizar o encontro de utilizadores em São Paulo, Brasil, nos próximos dias 19 e 20 de Maio, com o apoio da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo. Este evento, que já vai na sua nova edição, pretende promover e divulgar projectos em que a empresa colabora, contribuindo assim para a partilha de experiências e para potenciar possíveis colaborações e parcerias entre instituições e investigadores na área dos museus e património cultural.

No site do projecto a Sistemas do Futuro descreve assim o evento:

Estes encontros são organizados pela Sistemas do Futuro sempre em parceria com uma entidade que acolhe os participantes e tem permitido a realização em diferentes locais de Portugal e Espanha. Este ano o parceiro da organização do evento é a Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo, permitindo pela primeira vez a realização do evento no Brasil.

Em 2016, os temas do encontro são: Plataformas de gestão, integração e divulgação do patrimônio; Patrimônio imaterial, oral e da escrita; Terminologia e vocabulários controlados. Cada tema incluirá várias comunicações seguidas de debate e o encontro encerra com uma mesa redonda dedicada à documentação do patrimônio cultural e o sistema atual de ensino superior.

É um encontro que conta normalmente com a participação de vários museus e investigadores na área da documentação e divulgação do património cultural e, tal como aconteceu nas anteriores edições, terá este ano um programa dedicado aos temas acima mencionados e onde serão apresentados diversos projectos nos quais a Sistemas do Futuro tem uma participação activa.

8º Encontro Sistemas do Futuro

8º Encontro Sistemas do Futuro

As inscrições no Encontro são gratuitas, mas estão condicionadas aos lugares disponíveis no auditório da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo onde se irá realizar o evento.

Imagino que muitos dos meus amigos que costumam ir a estes encontros não possam comparecer neste, mas caso possam teria muito gosto em os rever a todos por lá.

Para mais informações:

Secretariado

Juliana Alves
juliana@sistemasfuturo.com

Localização do evento

Auditório – Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo
Rua Mauá 51, 1º andar
São Paulo – Brasil

(6º Encontro) Documentação em Casas-Museu

(6º Encontro) Documentação em Casas-Museu

O título deste post é o tema do 6º Encontro Casas-Museu em Portugal que se irá realizar na Fundação Eça de Queiroz, em Tormes, nos dias 22 e 23 de Março. O programa do Encontro inicia-se com uma viagem de Comboio desde o Porto até Arêgos, onde os participantes iniciam um percurso pedestre pelo “Caminho de Jacinto”, guiados por Rafael Pereira que os vai levar à Casa de Tormes e a uma visita guiada seguida de um jantar Queirosiano no restaurante da casa. Ainda não vos falei nada sobre documentação em Casas-Museu, mas confesso desde já a minha vontade de participar no encontro.

O dia 23 será preenchido com um programa mais formal onde serão debatidos temas como os arquivos, centros de documentação, preservação de documentos gráficos, gestão documental e a importância da documentação na planificação e gestão desta tipologia de museus. Um programa que conta com a presença de diversos especialistas, alguns dos quais tenho o prazer de ter como amigos, que certamente apresentarão o estado da arte da documentação nos projectos em que estão inseridos.

Devo dizer que a documentação neste tipo de museus é um tema que me interessa particularmente. Pelas óbvias razões profissionais, mas também por ter acompanhado, relativamente de perto, o trabalho do António Ponte na sua dissertação de mestrado (podem consultar o trabalho aqui) sobre Casas-Museu em Portugal (tivemos o mesmo orientador e defendemos o mestrado no mesmo dia) e termos tido a oportunidade de falar amiúde, durante algumas sessões de orientação, sobre os problemas que esta tipologia de museus enfrenta nesta área. Documentar uma colecção de uma casa-museu não é só documentar os seus objectos, mas é também documentar a vida e obra do seu patrono ou da pessoa a quem a casa-museu se dedica. Muitas vezes, é o caso da Casa de Tormes, ou da Casa-museu Camilo Castelo Branco, ou da Casa-Museu José Régio, é também documentar uma obra brilhante, relacionar essa obra com os objectos, com o património imaterial que os liga, é relacionar a obra literária, os objectos, a pessoa com o seu tempo, com o seu pensamento, com o mundo que a rodeava, sem desconsiderar, no entanto, a actualidade e a importância daquele património para as gerações actual e futura.

Pode parecer simples, mas não é! Frequentemente os conservadores destas colecções enfrentam questões que não são tão prementes noutras tipologias de museus. O que fazer, por exemplo, com uma carta de amor, não publicada, de uma destas pessoas? Podemos, devemos expor? Será que o autor o queria que fizéssemos? E não o fazer não nos retira uma perspectiva da vida e da história dessa pessoa que pode ser importante para o conhecimento da sua obra? São questões difíceis, na minha opinião, mas que importa questionar e debater. Por isso mesmo aconselho a participação neste encontro a quem tiver a possibilidade de o fazer.

Fica abaixo o programa.

Programa
Programa 6º Encontro de Casas-Museu em Portugal
XII Encontro Regional da BAD Açores

XII Encontro Regional da BAD Açores

O tempo (esse eterno e fugidio bandido) não me tem permitido, neste final de ano, cumprir com um objectivo que tracei aqui para o blog depois da arguição da tese. O único mal que vejo nessa situação é o facto de me retirar o prazer de vir aqui partilhar, com os meus caros amigos, algumas das ideias, acontecimentos, aprendizagens e pessoas com que me tenho felizmente cruzado nos últimos tempos. Um post sobre o muito proveitoso (sem qualquer falta de modéstia) seminário de museus universitários, as participações em alguns eventos, outro sobre o prazer que foi ler e arguir uma dissertação de sociologia (no campo dos museus e novas tecnologias), entre muitas outras coisas, têm ficado em banho maria. Não podia, no entanto, deixar de escrever sobre a fantástica experiência que tive nos Açores, no XII Encontro Regional da BAD (sob o tema “Novos Papéis, Novos Serviços: Preparado para a(s) mudança(s)?”), para o qual foi muito amavelmente convidado através do Grupo de Trabalho sobre Sistemas de Informação em Museus da BAD.

Este encontro regional que já vai na sua 12ª edição é, pelo que pude apurar, um momento importante de reflexão para os profissionais de informação açoreanos (chegaremos lá mais adiante, mas importa dizer que também deveria ser para os profissionais do continente e Madeira) e decorreu este ano na Ribeira Grande fruto do empenho de uma equipa liderada pela Cláudia Santos da delegação regional da BAD. O programa do encontro (e outras informações) está disponível aqui.

O dia começou com uma excelente comunicação do Pedro Penteado que se centrou no excelente, do meu ponto de vista, trabalho que está a ser desenvolvido na DGARQ, no âmbito dos arquivos, em distintas frentes, das quais retive, com muito interesse o Programa “Administração Eletrónica e Interoperabilidade Semântica” e as ferramentas importantes que são o MEF (Macroestrutura Funcional) e o MIP (Metainformação para a Interoperabilidade) aí desenvolvidas. Um exemplo a seguir, com as devidas diferenças, claro está, noutras áreas (se é que me percebem). Ainda de manhã vimos, numa excelente apresentação de um caso prático, as dificuldades com que os profissionais de arquivos se debatem quando confrontados com a (des)organização que encontram em muitos arquivos portugueses. Para mim, de uma área diferente, não sendo uma descoberta absoluta, fez-me perceber melhor alguns dos (maus) pontos de contacto entre museus e arquivos.

A tarde, onde eu tentei dar o meu ponto de vista sobre o presente e futuro dos sistemas de informação em museus (espero ter conseguido), foi preenchida com a apresentação do projecto da nova (e ansiada) biblioteca da Ribeira Grande (com a boa novidade que será uma realidade no próximo ano) e com uma boa análise (uma nota que tirei da apresentação é que tenho de falar com alguém de arquivos da próxima vez que precisar de analisar um sistema de documentação num museu) sobre a documentação dos museus nos Açores, da responsabilidade da Cristina Moscatel (arquivista responsável pelos Museus da C. M. da Ribeira Grande), da qual destacaria, porque é um tema que me tem interessado muito, a pouco frequente referenciação existente entre a informação existente nos arquivos, bibliotecas e museus (um problema nacional e internacional a meu ver) que se verifica nos museus analisados. É um tema ao qual pretendo voltar em breve e sobre o qual os dados levantados pela Cristina são bastante relevantes.

Em cada um destes painéis, ao contrário do que vejo acontecer noutros casos, o debate foi muito participativo e interessante. De entre todas as questões levantadas, permitam-me que destaque uma sobre a necessidade e importância do associativismo na área da museologia, porque na altura dei uma resposta incompleta, à qual gostaria agora de acrescentar o convite aos profissionais do sector para a participação no ICOM ou na APOM e a sugestão da criação de uma delegação regional daquelas duas associações profissionais do sector.

No final de um dia intenso fomos ainda presenteados com uma visita ao Museu Vivo do Franciscanismo (Ribeira Grande) e com um simpático (e muito bem servido) jantar onde tive a oportunidade de conhecer melhor alguns dos participantes no evento  e saber de viva voz sobre a área da cultura nos Açores, sobre diferentes percursos e experiências profissionais, sobre projectos e, principalmente, sobre um arquipélago do qual fiquei fã incondicional. Como diz o Rui Raposo estes momentos informais de partilha são extraordinariamente importantes para o nosso enriquecimento pessoal e profissional.

No final, ainda não contentes com tudo o que já me tinham proporcionado, ainda fui contemplado com a possibilidade de dar uma volta e conhecer, juntamente com o Pedro Penteado (obrigado pelas orientações e sugestões, meu caro), essa maravilha que é a ilha de S. Miguel.

Não posso deixar aqui de agradecer a todos(as), com um destaque especial para a Cláudia, a Maria João e a Adelaide, por tudo. Contem aqui com este vosso amigo sempre que precisarem.

Deixo-vos o link para uma notícia do Encontro na RTP Açores e uma pequeníssima amostra da maravilha que é S. Miguel para vos despertar a vontade de uma visita.

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5º Encontro Paulista de Museus – S. Paulo – Brasil

5º Encontro Paulista de Museus – S. Paulo – Brasil

Numa altura em que a administração central* de museus em Portugal se entretém (desculpem-me, mas não lhe consigo chamar outra coisa) a publicar regulamentos de utilização de imagens do património ou a despachar (no sentido literal do termo) novas condições de acesso ao património português (aqui, aqui, aqui, aqui e aqui), a Secretaria de Cultura do Estado de S. Paulo convoca, para discutir o futuro da política estadual de museus (imagine-se!!!) os museus e os seus profissionais.

O 5º Encontro Paulista de Museus, que se realizará no Memorial da América Latina, entre 19 e 21 de Junho, propõe:

…debater políticas públicas para as instituições museológicas brasileiras e ampliar a interlocução e a rede de colaboração dos museus paulistas.

No programa deste encontro encontramos temas de debate muito interessantes, como as políticas públicas de museus no espaço da federação de estados que é o Brasil, a utilização dos museus como promotores do relacionamento social, a realização da Conferência Anual do ICOM no Brasil, a documentação e pesquisa nas colecções museológicas (um painel onde participará o meu caro e ilustre amigo Fernando Cabral), educação, segurança das colecções, etc. Os debates e suas conclusões serão tidos em conta na elaboração das políticas públicas para os museus no estado de S. Paulo e, tendo em conta a sua influência no restante país, serão reflectidas em diversos outros estados daquele país.

Deste lado do Atlântico fico com uma inveja saudável por ver colegas e instituições a debater o seu futuro e fico saudoso do tempo em que se debatia de forma aberta e participada aqui em Portugal a constituição de uma rede de museus, a criação de uma política para os museus, a criação de uma lei quadro dos museus, etc. Estamos, como menciona o Dr. Luís Raposo no seu artigo no Público sobre as condições de acesso a museus e monumentos, a viver um retrocesso sem paralelo na história recente do país.

*Mantenho apenas a referência a central. É estranha para mim a organização regional que querem dar à cultura, num país que culturalmente tem mais sentido uno do que dividido desta forma.

8º Encontro de Utilizadores da Sistemas do Futuro

8º Encontro de Utilizadores da Sistemas do Futuro

A Sistemas do Futuro tem organizado regularmente um conjunto de iniciativas sobre a utilização de tecnologias para a gestão e divulgação de património cultural com o intuito de discutir e promover o importante trabalho que se tem feito nas instituições culturais nesta matéria, bem como com o objectivo de recolher contributos significativos que lhe permitam melhorar os produtos e serviços que disponibiliza aos seus parceiros.

De entre essas iniciativas destacam-se, pela relevância que têm assumido a nível nacional, os encontros de utilizadores de aplicações de gestão de património, agora na sua 8ª edição, nos quais a empresa, em parceria com diversos museus portugueses e espanhóis, tem conseguido reunir um conjunto significativo de profissionais do sector que apresentam, discutem e promovem o trabalho realizado na área da gestão, documentação e divulgação do património cultural. Esta iniciativa, única em Portugal neste sector, tem permitido debater temas importantes como o Património Religioso, a utilização das Redes Sociais em Museus e instituições similares, Arquivos fotográficos e documentação fotográfica das colecções, divulgação do Património, Rotas culturais, Normalização, reutilização de informação, etc. com o contributo de diversos profissionais de museus, da Igreja, de universidades, associações, fundações e outras instituições com quem a empresa tem vindo a colaborar desde a sua fundação. Os programas (disponíveis online) das anteriores edições destes encontros (5º Encontro, 6º Encontro e 7º Encontro) assim o comprovam.

A 8ª edição desta iniciativa, a ter lugar em Coimbra, no Museu da Ciência da Universidade de Coimbra, nos dias 23 e 24 de Maio deste ano, organizada em parceria com este importante museu, terá um programa dividido em duas partes.

No primeiro dia, 23 de Maio, com início marcado para as 14:00h, o programa é composto por um seminário intitulado “Investigação Cientifica aplicada ao Património” no qual será apresentada produção científica nacional relacionada com a gestão do património cultural (mestrados e doutoramentos) proveniente de três importantes universidades nacionais (Porto, Coimbra e Lisboa).

O segundo dia, 24 de Maio, será dedicado à apresentação de diversos projectos de museus e instituições similares nas áreas da divulgação do património, multimédia, colecções online e, como não poderia deixar de ser, à apresentação de novos projectos e produtos da Sistemas do Futuro.

Nesta edição do Encontro de Utilizadores teremos ainda a participação de Nick Poole, CEO da Collections Trust (já me ouviram ou leram sobre esta organização com toda a certeza), a pretexto da cerimónia pública da assinatura da “SPECTRUM International License” entre a Collections Trust e o Museu da Ciência da Universidade de Coimbra que permitiu a tradução e adaptação do SPECTRUM e pretende criar todas as condições para que esta norma possa ser um instrumento essencial para o desenvolvimento da gestão de colecções nos museus portugueses e, no futuro, se possa constituir como uma norma de referência em Portugal  (e países lusófonos) no que diz respeito aos procedimentos de gestão de colecções. Nick Poole* apresentará duas importantes comunicações, a não perder na minha opinião, sobre a internacionalização do SPECTRUM (dia 23) e sobre gestão e digitalização do património cultural no contexto europeu (dia 24), conforme podem verificar no programa provisório do encontro que já está disponível.

As inscrições são gratuitas, no entanto limitadas à capacidade do Auditório. E para manter a tradição a empresa irá organizar o habitual jantar convívio (ver condições no site do encontro).

Espero sinceramente encontrar-vos por lá.

*Para quem nao conhece Nick Poole!