Registrar Trek: The Next Generation

Registrar Trek: The Next Generation

Não, meus caros amigos, não estamos perante um erro meu a mencionar a lendária série de Mr. Spock e do amigo Cap. James T. Kirk, a Star Trek, nem sequer estamos perante uma nova sequela da mesma. Estamos antes perante uma excelente iniciativa de Angela Kipp, Fernando Almarza Risquez e Mathew C. Leininger, autores do site Registrar Trek: The Next Generation que se assume como um projecto para quebrar as barreiras de língua e conectar os registrars de todo o mundo. Em português um bom nome para o projecto seria: “registrars” de todo o mundo uni-vos!, no entanto, precisaríamos de uma palavra para substituir o anglicanismo (eu sei que “documentalista” poderia ser usada, mas há algo inexplicável nesta palavra que me faz não gostar dela… provavelmente o abuso do “ista” na área política).

Sobre o projecto, Angela Kipp deixa-nos as seguintes linhas na introdução do site:

It occured to us, that language is a crucial barrier for professional development. Many are excluded from important information because interesting publications are only available in – let’s say – English. We found this to be true in many, many aspects of the museum world. So we started this blog.

 

The idea is to share articles about registrars, collections, cataloguing, documenting and so on in as many languages as possible. We start with our own articles and we can provide at this moment Spanish, German and English. We highly appreciate everyone who is willing to contribute by translating or writing.

 

We work this way: each one of us translates his / her article in English and the other one makes suggestions improving the English and then translates the article into his native language. Given this process it might well be that there are parts that can be translated more accurate. So feel free to drop us a line if you speak two languages well and discover that we goofed up something.

 

The basic thought is the free flow of information to and from other languages. We do this out of conviction and affection to the work in museums. We appreciate everybody who likes to support us (and maybe translate one or the other article into another language?).

A ideia é bastante interessante não vos parece? Até porque os autores são “registrars” com experiência em museus ou professores desta matéria em cursos de museologia e têm a visão de diferentes países e continentes sobre os problemas, metodologias, recursos, etc. que se colocam na documentação e gestão das colecções nos museus. Aliás se lerem o artigo “The Critical Registrar” de Fernando Almarza Risquez perceberão o que quero dizer e o que ganhamos com a tradução deste tipo de textos para uma língua que nos seja mais próxima.

A very interesting and captivating project. Congrats Angela, Fernando and Mathew. Best regards from Portugal.

 

PS: não posso deixar de referir que o projecto já tem uma voluntária para a tradução dos textos para Português, a Liliana Rego, conforme podem ver nos comentários da introdução do projecto que citei anteriormente.

Cultura e Mercado

Cultura e Mercado

Tenho a sensação de já ter, há algum tempo atrás, passado os olhos e lido alguns artigos, por este excelente portal brasileiro de opinião e discussão de diversos aspectos e temas ligados à Cultura e ao Mercado Cultural Brasileiros. No entanto, só ontem, depois de ler uma partilha no mural da Maria Vlachou (que suscitou uma discussão bem interessante), retornei a este local e li com algum interesse alguns artigos que ilustram uma realidade que está tão distante, como perto, em certa medida, da nossa. É um local muito interessante para quem quer conhecer melhor o contexto cultural brasileiro e debater, de forma directa, com alguns dos seus protagonistas.

Sem grandes comentários, proponho a leitura e discussão deste artigo sobre o futuro promissor? do gestor cultural. Que me dizem?

Visões de Espanha

Visões de Espanha

Pareço o apressado coelho de Alice no País das Maravilhas sempre com o tempo contado, com receio do corte da cabeça, e sem tempo para ver com calma alguns projectos de que vou tendo conhecimento por e-mail ou em pesquisas que efectuo por este ou aquele motivo.

Hoje chegou-me à caixa de entrada um e-mail com um projecto da Associação de Museológos de Espanha, em parceria com o Ministério da Cultura (um bom exemplo), que pretende dar a conhecer diferentes visões de Espanha, recorrendo a património que os museus guardam e locais onde se inserem, através de um conjunto de vídeos sobre modo de vida, personagens ilustres, arte, artesanato e espaços culturais.

http://www.visionesdeespana.es/

Confesso que me agradou a ideia.

Boletim de informação do ICOM n.º1

Já se encontra online o primeiro boletim de informação (em formato digital) do ICOM Portugal. Uma iniciativa de louvar por parte da nova direcção, porque permitirá a circulação de informação e a discussão sobre os artigos que serão publicados.

Tanto mais que nesta primeira edição encontramos um bom artigo da Ana Carvalho ( No Mundo dos Museus) sobre blogs como instrumentos de trabalho para a museologia que tem alguns elementos bem importantes para se perceber esta realidade em Portugal.

O boletim oode ser descarregado aqui.

Museu Virtual de Aristides Sousa Mendes

O museu virtual Aristides Sousa Mendes é inaugurado hoje ao final da tarde pelo presidente da Assembleia da República, Jaime Gama, assinalando os 20 anos da decisão de reabilitação do diplomata pelo Parlamento.
No museu (www.mvasm.com) será possível aceder a documentos, fotografias e filmes inéditos sobre a vida do cônsul de Portugal em Bordéus, que em 1940, numa França ocupada pelos nazis, assinou milhares de vistos permitindo a fuga de refugiados ao regime de Hitler. Destituído do cargo por Oliveira Salazar por ter desobedecido a ordens e “desonrado” Portugal, Sousa Mendes morreu na miséria em 1954. O museu, uma iniciativa da Direcção-Geral das Artes, está dividido em três corredores virtuais: um sobre a Segunda Grande Guerra, outro sobre a fuga ao regime nazi e outro sobre a liberdade, com imagens da chegada e partida de Portugal de muitos refugiados.

in Público Online de 19 de Fevereiro de 2008

Foi a partir desta nota publicada no site do Público que cheguei ao Museu Virtual de Aristides Sousa Mendes. Um projecto que pretendo explorar e mais tarde dar aqui a minha opinião. Entretanto fica aqui a nota e o endereço: http://mvasm.sapo.pt

Por fim acabou

Na passada segunda-feira finalizei, com a defesa da tese, dois anos de trabalho e investigação que me permitiram obter muita informação sobre o estado do inventário e documentação das colecções museológicas em Portugal.

No entanto, hoje não é dia de vos falar sobre esse tema. Hoje estou, acompanhado de umas boas dezenas de pessoas ligadas a Museus e ao património (principalmente o religioso), no Colóquio sobre digitalização do património religioso, organizado pela Sistemas do Futuro e que pretende apresentar alguns projectos de inventário ligados ao património da Igreja (Porto, Évora, Santarém são alguns dos exemplos) e discutir este tema na perspectiva da importância e relevância no panorama nacional.

Não sei se alguém que normalmente chega aqui ao Mouseion estará por cá, mas para os que não estão confesso que estão a perder a apresentação de excelentes projectos com excelentes resultados.

Se houver necessidade, voltamos cá para actualizações.

Actualização: Nunca ninguém quer fazer a primeira pergunta neste tipo de encontros (auto-crítica). Porque será?

Actualização 1: Manuais de procedimentos para documentação do património religioso: um ou vários? Um em cada diocese? Um que sirva a toda a Igreja portuguesa? De que forma será possível construir este documento? E a terminologia? Que thesauri? Quem os cria?

Actualização 2: que métodos para começar o inventário? Devemos começar por onde? Começar sem plano é bom? O que importa é começar? Parece que sim… desde que se comece, porque o inventário é um processo contínuo.

Fim de encontro e visita à Sé de Évora.