Um bom Ano!

Um bom Ano!

Foi um bom Ano. Cheio de novos projectos, concretização de alguns outros, continuação de outros. Para o Ano espero que continue assim, aliás que melhore em alguns pontos e certamente será quase um ano perfeito.

Este foi o ano em que concretizei (melhor dizendo, concretizamos), com a ajuda de bons amigos e de várias instituições que acreditaram no projecto, a primeira fase da implementação da norma SPECTRUM em Portugal e no Brasil com a publicação, em Agosto, da tradução e adaptação da norma, em versão digital e impressa. Um trabalho que seria impossível sem a preciosa ajuda de muitos (não nomeio todos(as) para não correr o risco de me esquecer de alguém… desculpem), mas para o qual foi essencial o empenho do amigo Gabriel Bevilacqua Moore.

Foi o ano em que comecei a colaborar, de forma mais estreita, com a Universidade onde aprendi muito do que sei sobre museus e museologia.

Foi o ano em que conheci uma quantidade enorme de excelentes profissionais de museus do Brasil. Uma comunidade vibrante, com vontade de mudar e melhorar os museus brasileiros que me fez lembrar os anos da criação da nossa RPM e aquilo que imaginávamos ser o futuro dos museus portugueses. Gente boa que me acolheu de braços abertos e com quem aprendi muito mais do que aquilo que partilhei. Entre eles ganhei novos amigos (e isso é o mais importante).

Foi o ano em que verifiquei que a comunidade profissional de museus tem uma resiliência notável. Já o imaginava, mas o teste este ano foi duro para muitos e ainda assim não vi ninguém virar a cara aos problemas. E foram alcançados feitos notáveis nos museus portugueses este ano, tendo em conta todos os constrangimentos sobre eles.

Para o ano espero que todos os meus colegas e amigos, assim como os museus e instituições onde trabalham consigam alcançar os seus objectivos e fazer, se é que é possível, ainda melhor do que este ano. Será certamente um ano difícil, mas creio que, enquanto comunidade, estamos mais do que à altura das circunstâncias.

Um excelente ano para todos!

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Social Tagging e ciência feita pelos cidadãos

Social Tagging e ciência feita pelos cidadãos

Já há muito que conheço projetos bem interessantes de social tagging em museus através dos seus repositórios digitais nos quais o mais simples dos utilizadores pode adicionar etiquetas com informação que para ele é relevante sobre as coleções. Não são uma novidade de todo, mas o caminho ou os caminhos que abrem estão, no meu entender, ainda muito pouco explorados. Quero com isto dizer que o conceito de dar uma palavra aos utilizadores e reunir, de forma mais ou menos complexa, informação que possam ter sobre as coleções é visto de forma positiva e negativa na comunidade museológica, no entanto, tal como a maior parte das inovações na documentação de coleções dos últimos 30 anos, as suas mais valias só poderão ser confirmadas ou esquecidas depois de aplicarmos na prática, em diferentes contextos e com diferentes objetos de estudo, esse mesmo conceito. Devo dizer que a ideia me fascina e julgo que os conservadores de museus e as equipas que tratam do estudo e gestão de coleções poderiam ganhar muito com esta abertura, mas compreendo também alguma relutância quanto à necessidade do museu (e seus profissionais) manterem em alta as expectativas de credibilidade de informação que normalmente detêm junto do seu público.

Dito isto hoje fui surpreendido com este projeto dos Imperial War Museums e dos National Archives: Operation War Diary – Reports From The Front. Um projeto inovador que permite a quem quiser ajudar a classificar um conjunto de documentos (diários de diversos batalhões e companhias inglesas que estiveram em diversas frentes da guerra) de acordo com diferente tipos de informação como cronologia (data e tempo), locais, pessoas, actividade das unidades, baixas, clima, vida militar, referências, etc. que nos é introduzido por um tutorial bem eficaz e simples. O projeto conta já com boas percentagens em termos das classificações para alguns dos diários disponíveis e, infelizmente para nós portugueses, é restrito a diários de unidades militares do Reino Unido, no entanto, imagino que possa ser facilmente replicado para um mesmo projeto que o Arquivo Histórico Militar ou os Museus Militares Portugueses decidissem empreender ou para outros projetos de carácter semelhante que museus e arquivos portugueses possam ter interesse em desenvolver em parceria com a Zooniverse (responsável pela plataforma e gestão da informação recolhida), uma rede de projetos de ciência de cidadãos da Citizen Science Alliance.

 

2013 – um ano em revista

2013 – um ano em revista

2013 foi um ano excepcional!

Esta é a ideia geral que tenho sobre este ano que acabou recentemente, só não o considero o melhor ano até à data por causa da crise e dos efeitos que ela teve em pessoas próximas e porque em 2008 e 2011 nasceram os melhores filhos que um homem algum dia poderia sonhar em ter como seus! Vejam lá se não concordam comigo.

Em fevereiro, no dia 18, para começar o ano em grande concluí definitivamente o enorme trabalho que a tese de doutoramento representa. Foram 3 anos de trabalho intenso que só foram possíveis porque trabalho na melhor empresa do país, com um patrão e colegas que fariam inveja a qualquer um e porque tenho uma mulher, filhos, família e amigos que me suportam ao longo da vida como alicerces da mais forte das construções. Nesse dia o som de aprovado por unanimidade e com distinção pareceram-me as mais doces palavras do mundo (ainda que tenha a perfeita noção da responsabilidade) e, sem falta modéstia, dei o melhor de mim para as conseguir.

A seguir retomei com força o trabalho na empresa (que tinha estado a pesar os colegas) e retomei o contacto com diferentes colegas, profissionais dos bons, nos mais distintos museus por esse país, conheci novos colegas, iniciámos novos projetos aqui e fora do país num ano que teve tanto de frenético como de compensador.

A meio do caminho comecei a dar mais atenção aos projetos que envolvem a minha participação no GT-SIM da BAD e com isso consegui aprender (muito) e partilhar algum conhecimento. O culminar desta participação (desculpem-me os amigos e colegas continentais) foi a viagem aos Açores para participar no Encontro Regional da BAD Açores. Uma viagem e encontro que nunca mais esquecerei pelas pessoas que conheci, pela partilha que o encontro e jantar proporcionaram e pelo excelente dia que me proporcionaram em boa companhia para conhecer a fabulosa ilha de S. Miguel.

O projecto SPECTRUM PT ganhou uma cara nova (o site) e começamos finalmente a concretizar o que almejava com o projeto de investigação e a tradução do SPECTRUM que iniciei em 2009.

Ainda neste ano, caso ainda não estivesse contente, fui convidado pelo amigo e professor Rui Centeno (a quem devo muito do que consegui no percurso académico), para integrar o Departamento de Ciências e Técnicas de Património como Professor Afiliado na FLUP. Um convite ao qual espero conseguir corresponder com afinco e dedicação. Nesse âmbito tive a oportunidade de organizar, com vários amigos, o Seminário sobre Museus Universitários que decorreu aqui no Porto e que foi, na minha opinião, um sucesso pela qualidade das comunicações apresentadas.

No meio disto tudo uma quantidade de projetos muito interessantes foram decorrendo como a participação na conferência anual da Acesso Cultura, a participação no seminário Cibermuseologia (inserido nas comemorações do Centenário do Museu de Aveiro), a arguição de alguns mestrados muito interessantes, amigos bons que concluíram os seus trabalhos académicos, o debate sobre fotografia nos museus e muito muito mais que permitiram uma constante aprendizagem sobre matérias tão diversas como a acessibilidade, o estudo de públicos, o direito, etc. Um ano cheio e bom!

Um ano que só não foi completo porque o Mouseion, entre várias outras coisas, foram ficando para trás e não cumpri um dos objectivos do início do ano que era ter um post de fundo por semana. Este ano terei que estar mais atento a essa e outras situações.

Resta-me desejar-vos o que espero para mim em 2014: um ano cheio com saúde, felicidade, sucesso e com a crise a desaparecer!

Bom 2014!

EUROPEANA Petition

EUROPEANA Petition

Podem não ter reparado na petição da Europeana (aqui ao lado dos textos do blog ou na página de início em baixo) e por isso escrevo este post para vos alertar para o risco (real) da não continuidade do investimento europeu num projecto que me parece muito relevante para os museus, arquivos e bibliotecas no sentido da promoção das suas importantes colecções e da Cultura e Valores que representam. Aqui fica o texto da petição:

To the Members of the European Council, Commission and Parliament.

We ask for your support in the budget discussions about Europe’s digital infrastructure.Europeana, an EU flagship and global leader in its field, must be funded through the Telecom Guidelines of the Connecting Europe Facility, the proposed funding mechanism.
Europeana works with galleries, libraries, archives and museums in every European country to make knowledge and culture available online. We connect everyone in Europe with their shared history and heritage – 27 million books, pictures, films and recordings so far. Together, we’re pioneering new ways to engage people in culture through websites, apps, software and social media, through sharing our expertise, business models and code, and through services for education and tourism. Europe needs our innovation – there’s faster progress in the digital sector than most other areas of the economy.
Supporting Europeana is supporting Europe. Europe can’t afford to lose a service that is both good for people and good for the economy. See our blog for more reasons to protect Europeana’s funding.
Se concordarem, assinem. São só dois minutos e é um projecto que julgo ser nossa responsabilidade defender. O link para a petição é http://www.ipetitions.com/petition/keep-europes-culture-open-to-everyone-online/. Divulguem!
100

100

A criação deste blog (foi em 2004 numa outra plataforma) tinha como objectivo inicial “falar sobre museus e sobre a comunidade museológica nacional e representa a experiência e conhecimento de algumas pessoas que gostam de museus, sem qualquer outra pretensão.” O Mouseion já passou por outras duas casas (aqui e aqui) até que finalmente ganhou um estatuto maior e decidi transformá-lo no meu espaço de reflexão, aberto a outras opiniões, dando-lhe o destaque com um domínio próprio nesta casa. As “Recomendações, opiniões sobre museus e exposições, notícias sobre museus, legislação, encontros internacionais e nacionais sobre este tema, entre outras coisas que vão surgindo e que ache merecedoras de destaque” foram o mote inicial e continuarão a ser o mote daqui em diante.

Desde sempre usei esta plataforma para chegar ao outro lado, conhecer colegas, discutir ideias, ouvir, aprender, partilhar, etc. Por isso é com enorme prazer que vejo aumentar o número pessoas que o têm subscrito por e-mail ou rss. Ontem chegámos às 100 subscrições por e-mail. O número 100 é um subscritor do Brasil (a acreditar no domínio do e-mail), um país onde os museus e a comunidade museológica fervilham de novidades e de projectos interessantes.

A todos os subscritores do blog e aos restantes leitores quero aqui deixar expresso o meu agradecimento.

Mouseion.pt

Mouseion.pt

Com a liberalização dos domínios “.pt”, anteriormente só acessíveis a marcas, empresas e outras situações especiais, todos nós passamos a ter a possibilidade de registar um qualquer domínio de topo (tal como é o www.mouseion.pt) acabado em “.pt”. Já há algum tempo que o pretendia fazer para o Mouseion, mas como o processo antigo não me dava essa possibilidade optei inicialmente por registar o Mouseion num domínio diferente, com a dificuldade de não pretender que o blog estivesse registado num “.com” ou num “.org” que não me pareceram indicados para o efeito. Acabei por o registar em “.me” por me parecer ser esta a escolha mais apropriada para um site que alberga um blog pessoal como o Mouseion.

No entanto, assim que a liberalização se concretizou registei o domínio www.mouseion.pt que passará a ser o domínio que utilizarei a partir deste momento aqui no blog. A mudança que agora anuncio não trará qualquer problema para os leitores do blog, que poderão continuar a aceder através de www.mouseion.pt, ou para links que apontem para o blog ou para um qualquer post ou página deste, os quais funcionarão sem qualquer problema, uma vez que os dois endereços funcionarão em paralelo.

Ao mesmo tempo, dadas estas alterações, irei alterar o meu e-mail para alexandre@mouseion.pt garantido, como é óbvio, a recepção de e-mails que me são enviados para o endereço alexandre@mouseion.pt.

Mouseion.pt