Informação e segurança

Informação e segurança

Já aconteceu certamente a muitos de nós. Estar a trabalhar num documento, a fazer um trabalho qualquer durante semanas, meses até, e de um momento para o outro, por uma falha no sistema, problema no disco rígido ou outro qualquer problema, ficamos sem a possibilidade de aceder a um ficheiro, a uma base de dados, à informação que estava naquele suporte informático. Eu já perdi alguns dias de trabalho com uma situação destas e conheço situações completamente calamitosas de bases de dados inteiras que ficaram inutilizadas ou perdidas, comprometendo meses de trabalho feito e impossibilitando o desenvolvimento de projectos que tinham como base a informação aí reunida. Não adianta sequer falar em sistemas de segurança de dados em determinadas situações, porque não obstante os constantes avisos para a necessidade de backups de informação, ainda há muito boa gente que não os faz. Não os faz com os dados pessoais e não acautela que o façam nos grandes sistemas de gestão de informação. E, ainda assim, quando o fazem não acautelam todos os procedimentos que garantam a fiabilidade dos dados guardados em backup e a sua posterior recuperação e utilização (testando os backups por exemplo). Hoje em dia este problema deveria ser cada vez mais discutido e pensado, mas ainda vejo uma preocupante despreocupação com a questão. Ao ler esta história sobre a perda da informação que a Pixar (sim… essa mesmo… a dos filmes de animação) teve quando estava em plena produção do Toy Story 2, fico com arrepios de frio ao imaginar o que iria na cabeça dos responsáveis quando se deram conta da dimensão do problema e, ao mesmo tempo, alegra-me pensar que não é só em Portugal que o sistema de desenrasque funciona. Vejam lá a descrição da história na primeira pessoa (vídeo abaixo) e se tiverem tempo (aconselho vivamente) leiam o texto em que toda situação é descrita, incluíndo a atitude em relação à pessoa que cometeu o erro de executar um comando “delete all” na raíz de um directório que continha todo o projecto do Toy Story 2. [youtube=http://www.youtube.com/watch?v=EL_g0tyaIeE] E vocês, fazem backups?
Mísia a senhora da noite

Mísia a senhora da noite

Perdoem-me saltar do habitual tema para a música. Ontem tive o grato prazer de ir com a Sandra, o Carlos e o Armando assistir ao concerto que a Mísia deu no Cine Teatro Eduardo Brazão, em Valadares – Vila Nova de Gaia onde apresentou o seu último trabalho, A Senhora da Noite! Aproveito para confessar que a primeira vez que ouvi a Mísia foi pelas mãos do Carlos (tem sido um hábito). Conhecia-a, mas pouco tinha ouvido ou lido sobre ela. Depois disso li e ouvi com um pouco mais de atenção, mas só ontem à noite percebi a Mísia. Fiquei fã. Uma noite perfeita (muito obrigado, ó amigos!)* Fica aqui o teaser que tem para este novo álbum no seu canal do Youtube. [youtube=http://www.youtube.com/watch?v=RWRBefVX5ec] *se não contarmos com o chato da fila de trás!
Oportunidade

Oportunidade

Leio no blog do amigo Pedro a história interessante de dois objectos que merecem a atenção por parte das autoridades portuguesas. Claro que não são Picassos, não é também uma nova Gioconda, mas é importante parte da nossa história como Nação. A história é simples. E aproveitando as palavras do Pedro aqui fica:
Na noite de 11 de Abril de 1922, os aviadores Gago Coutinho e Sacadura Cabral, a bordo de um hidrovião Fairey baptizado “Pátria” e na segunda etapa daquela que haveria de ser a primeira travessia aérea do Atlântico, amararam de emergência no oceano,tendo sido socorridos, depois de uma valente deriva pelo navio cargueiro Paris City, navio em rota na região. O Paris City era comandado por A.E.Tamlyn. Reconhecidos pelo salvamento, os aviadores ofereceram posteriormente ao Comandante Tamlyn uma cigarreira e uma fosforeira em ouro, objectos que têm gravada a rota da histórica viagem e nas quais está incrustado um pequeno diamante assinalando o ponto onde foi efectuado salvamento e consequente resgate dos aviadores portugueses. No interior da cigarreira, uma mensagem gravada agradece ao Comandante Tamlyn a sua assistência. Os descendentes de Tamlyn decidiram agora vender a oferta, que deveria com toda a lógica passar à propriedade do Estado Português, nomeadamente ao Museu da Marinha. Não tenho qualquer dúvida sobre o valor museológico das duas peças. O valor que a família Tamlyn pede pelas peças é de cerca de oito mil libras.
Como disse não se trata de uma nova Gioconda, mas são objectos que representam um importante marco na nossa história, na história da aviação mundial e denotam o carácter da nossa gente, que agradecendo de forma calorosa quem nos ajuda, mostra a sua grandeza. A solidariedade de que tanto se fala nos tempos que correm. Pelo que leio o valor pedido pelos herdeiros é de 8 mil libras. Nada de relevante, mesmo sabendo eu que as finanças nacionais não são as melhores. Mas também se poderia organizar algo pelas redes sociais, não meu caro Pedro? conj cigarreira e fosforeira1 cigarreira1 Imagens daqui.