Conhecemo-nos há muitos anos atrás, em Guimarães num encontro sobre Normalização (que mais podia ter sido!?), e tivemos primeiro uma relação profissional que evoluiu, ao longo deste tempo, para uma excelente amizade. A Zé, que em tempos já foi a Maria José com direito a tratamento formal, é uma das boas amigas que a profissão me trouxe e com quem tenho as conversas mais mirabolantes sobre museus, informação, documentação e demais assuntos relacionados.

A amizade solidificou-se num projecto para a criação do Manual de Procedimentos do Sistema de Informação de Cascais onde trabalhamos, juntamente com a equipa dos museus, durante um ano e meio, discutindo a forma como os museus iriam utilizar o sistema de informação. Como podem imaginar, foi um trabalho que gerou diversas discussões interessantes e muito diversificadas, mas que resultou num documento exemplar, ainda hoje utilizado como referência por muitos museus que iniciam este trabalho. A partir daí a Zé deixou de ser a Maria José e até hoje mantemos esta boa amizade que é carregada da minha admiração profissional e pessoal por ela.

Há uns tempos, numa das nossas conversas, pensamos em gravar um podcast. Sim um podcast, imaginem lá. E não um podcast qualquer, um podcast sobre documentação, gestão de informação, normas, etc. nas áreas dos BAM (sim é isso… a sigla que a Zé cunhou na minha cabeça, Bibliotecas, Arquivos e Museus). O resultado é este episódio piloto que agora vos deixo aqui no Mouseion (pelo menos, por agora, ficará aqui) das Conversas de Muzé! Um podcast em que os temas vão de A a Z, ou seja, do Alexandre à Zé, e que esperamos seja do agrado dos amigos e colegas de profissão.

Prometemos, caso a coisa ultrapasse as 100 audições, que seguiremos para um primeiro episódio (à séria), um segundo e quem sabe um terceiro. Se a coisa correr mesmo bem, quem sabe se não nos aventuramos a ter convidados e tudo. Se correr mais do que bem, o céu é o limite e já nos vejo a negociar com um canal de TV qualquer a emissão em prime time.

As conversas de Muzé estão também disponíveis nas seguintes plataformas.

Não publicávamos um episódio há 360 dias e ainda assim houve quem não nos tivesse esquecido. Mas… teríamos nós o direito a reclamar o esquecimento? A apagar todo o registo e documentação do podcast mais irregular do universo? Neste episódio falamos do direito ao esquecimento a propósito da introdução do conceito na legislação europeia. Discutimos que implicações isto pode ter na gestão de informação nas instituições de memória e se queremos, ou devemos, conscientemente determinar o que deve ser esquecido. Porque falamos de esquecimento, o chefe sugere que conheçam dois projetos maravilhosos que se propõe perpetuar a memória: o Arquivo de Memória promovido pela ACOA– Associação de Amigos do Parque e Museu do Coa e o Rohingya Cultural Memory Centre (RCMC) desenvolvido pela Organização Internacional das Migrações (OIM) Sejam muito bem vindos de volta! Imagem deste episódio: Mnemosyne, Mother of the Muses de  Frederic Leighton
  1. Direito ao esquecimento
  2. Finally!
  3. A Santíssima Trindade
  4. Avaliação para que te quero?
  5. Digital vs. … quê?!