Portuguesismos

Portuguesismos

Não é propriamente sobre um museu, museologia ou algo directamente relacionado o assunto deste post, mas agradou-me tanto a iniciativa que aproveito o blog para a referir. Quanto mais não seja, porque podem ser consideradas (e bem) património imaterial português. O Portuguesismos.com assume-se como a "maior enciclopédia não-oficial da língua Portuguesa" e é um bem disposto e irreverente projecto que nasce da vontade de dois portugueses, apartados da pátria mãe, reunidos num bar chinês, onde o whisky ainda não foi copiado e se mantém escocês, numa daquelas noites épicas que o comum dos mortais costuma chamar de "noite de copos com os amigos"! Screen shot 2011 02 10 at 13.42.44 Vale a pena espreitar e pensar na quantidade de expressões maravilhosas que temos e usamos.
The Google Art Project

The Google Art Project

Há uns tempos, em conversa de amigos, alguém disse algo parecido com "então e a Google? A Google não lança nada para museus? Até é de estranhar!" Esta frase fez-me pensar que seria interessante perceber o que poderia fazer a Google no mundo dos museus. Claro que aquilo que os museus podem fazer através de ferramentas da Google é bastante mais simples e fácil de perceber (pelo menos para alguns museus e algumas pessoas do meio), mas o que me suscitava uma dúvida grande era perceber o que a Google, esse gigante da tecnologia e da informação, poderia fazer com os conteúdos mais significativos da cultura material humana que se encontram, como não podia deixar de ser, nos museus. Uma primeira resposta tinha sido dada com um projecto feito em parceria com o Museu do Prado que pode ser encontrado aqui. Uma visita ao museu através do Google Earth e maps. Nada mau pensarão vocês, certo? No entanto, hoje a Google lançou o Google Art Project, em parceria com alguns dos principais museus do mundo, que tem a seguinte missão:
A unique collaboration with some of the world’s most acclaimed art museums to enable people to discover and view more than a thousand artworks online in extraordinary detail.
Parece simples, certo? E é, segundo o que dizem a tecnologia é a mesma usada no Street View (mais do que testada), mas adaptada ao interior dos museus. Um excelente projecto que, ao que é dado a entender no site do projecto, será estendido a outros museus. Podem obter mais informações e visitar alguns dos museus mais fabulosos neste site. PS: eu sou um apaixonado pela pintura "Os Embaixadores" de Hans Holbein, the Younger! Editado: A notícia do Público sobre este projecto.

Boas festas

Anunciação e Natividade The Annunciation and the Nativity ca. 1000-1050 (carving) V&A Museum Collections Desejo a todos os meus amigos e leitores um excelente Natal e um 2011 cheio de sucesso profissional e, acima de tudo, pessoal. Alexandre Matos

Dois agradecimentos e uma referência

Agradecimento para este post no blog do Museu Picasso de Barcelona e a referência para o blog e política de comunicação do Museu nas mais diversas plataformas. Um caso de sucesso (premiado na última Museums & The Web em Indianapolis) e que pode (deve) ser seguido com atenção pelos museus que se querem aventurar nestas coisas da web 2.0. O segundo agradecimento vai para a Conxa Rodá pela partilha e participação no encontro da Sistemas do Futuro.

Um pequeno agradecimento

Eu tenho alguma sorte com as Isabel que vou conhecendo no mundo da museologia Nacional. A que mais me marcou, a Isabel Pereira, ex-directora do Museu Santos Rocha na Figueira da Foz e do Museu de Aveiro, foi determinante no meu percurso profissional e encorajou-me sempre a procurar mais, a aprender mais. Outra Isabel, a Isabel Silva, directora do Museu D. Diogo de Sousa em Braga, foi também determinante ao acolher-me num estágio para concluir a pós-graduação de Museologia na Universidade do Porto orientado pelo Mário Brito. Ensinou-me também muito. A terceira Isabel, a Isabel Fernandes, teve uma enorme influência na forma como vejo e penso o Museu hoje em dia. Nunca desempenhei funções num dos museus que a Isabel Fernandes dirigiu, mas devo confessar que gostava de o ter feito. Em todo o caso a influência da Isabel Fernandes teve mais a ver com o exemplo de liderança e competência que deu à frente do Museu da Olaria e, principalmente, do Museu Alberto Sampaio em Guimarães. Em pequenas grandes coisas como a abertura do museu em horários mais alargados ou na captação de mecenas (particulares e empresas) para o restauro de peças, elaboração de exposições, etc. ela mostrou sempre uma capacidade de iniciativa invulgar e que é, na minha opinião, merecedora do maior reconhecimento por parte dos seus pares. Em boa verdade a Isabel transformou por completo o Museu Alberto Sampaio, abrindo-o à comunidade, integrando-o na comunidade, dando-lhe visibilidade e acrescentando-lhe credibilidade e inovação. Hoje recebi um e-mail dela com um agradecimento a todos os que colaboraram com ela e o Museu desde 99 (eu tive o privilégio de o ter feito), mas sinceramente penso que somos nós que lhe devemos o mais sentido agradecimento e reconhecimento pelo excelente trabalho que desenvolveu. Fica aqui expresso publicamente esse reconhecimento e os votos de sucesso nos futuros projectos. PS: aproveito também para endereçar os meus parabéns ao Manuel Graça pela nomeação para o novo cargo e os votos de sucesso à frente do Alberto Sampaio.

Flamenco – Património Imaterial da Humanidade

Jon Nazca/Reuters Uma notícia de hoje no Público sobre a importante (também para a candidatura do Fado a Património da Humanidade) classificação do Flamenco como património da Humanidade. É cada vez mais premente uma definição clara e inequívoca dos critérios de documentação destas práticas que permita aos museus e instituições que têm a obrigação de zelar pela salvaguarda deste tipo de património.