MIDAS – Museus e Estudos Interdisciplinares

MIDAS – Museus e Estudos Interdisciplinares

Já o fiz através do Facebook, mas não posso deixar de registar e dar nota aqui no Mouseion a uma iniciativa que espero venha cobrir um espaço, até agora inexistente ou pontual, de partilha através da publicação de estudos sobre museus, museologia e disciplinas afins. A MIDAS, revista em formato electrónico (o melhor hoje em dia), é editada semestralmente e funciona através de um sistema peer-review, como é de resto comum na maior parte das boas publicações científicas que conheço.

É apresentada como:

uma revista dedicada aos museus, enquanto campo de trabalho e reflexão interdisciplinar. Trata-se de uma publicação científica com sistema de peer-review de caráter semestral e em formato eletrónico.

A revista assume uma abordagem internacional, privilegiando uma relação de proximidade e diálogo com os países de língua portuguesa e espanhola.

MIDAS publica artigos em Português, Espanhol, Inglês e Francês.

Esta revista pretende ser uma plataforma para refletir sobre o museu na sua relação com o mundo, cruzando a História com os discursos e políticas contemporâneas, de que são exemplo, a regeneração urbana, o desenvolvimento, a globalização, o turismo, a educação, a inclusão, a participação e a diversidade, em articulação com narrativas sobre as identidades, as memórias, a salvaguarda dos patrimónios, a representação e a construção do conhecimento. Este é também um espaço de diálogo, discussão crítica e partilha que dá visibilidade aos estudos e práticas de investigação no campo da museologia, cruzando diferentes disciplinas, territórios, perspetivas e visões.

A revista aceita artigos que favoreçam a abordagem interdisciplinar e a problematização dos temas referidos e dos seguintes domínios: Teoria dos Museus; Museus na Sociedade; Gestão de Museus; Conservação; Estudos de Públicos, Comunicação e Mediação; Políticas e Práticas de Exposição; Museus e Patrimónios; Novas Tecnologias; Arquitetura de Museus; História de Museus/Coleções; e Gestão de Coleções.

A revista é um espaço aberto a todos os profissionais, investigadores, académicos e estudantes com interesse em refletir sobre temas relacionados com o mundo dos museus e suas práticas. Neste sentido, a revista privilegia textos que se destaquem pela sua capacidade de teorização, inovação e originalidade.

Aos seus editores, editora assistente, comité científico e demais responsáveis não posso deixar de deixar aqui expresso o meu agradecimento pela iniciativa. Será, não tenho dúvidas, um sucesso e permitirá a toda a comunidade científica que se cruza com o universo dos museus uma maior (e também aferida e avaliada) divulgação dos excelentes projectos que existem.

Aproveito ainda para dar nota que até dia 31 de Março poderão enviar os vossos artigos ou recensões para a publicação do primeiro número.

Mais informações em http://revistamidas.hypotheses.org.

Imagem do post da autoria da Ana Carvalho.

Uma má notícia

Uma má notícia

Noutro dia comentava com alguns amigos a crise e o seu impacto no sector cultural e ficamos todos apreensivos com o que se vai dizendo por aí em termos de investimento nesta área, no entanto, confesso que o fim da L+Arte não era notícia que estava à espera, até porque nestes momentos de maior crise o mercado de arte costuma ter alguma agitação fora do normal.

Em todo o caso registo com muita tristeza o fim de uma revista que me deu vários momentos de prazer na leitura e me fez aprender um pouco mais sobre arte. A todos os seus colaboradores quero agradecer pelo bom trabalho que fizeram.

Recuo tecnológico

Hoje é dia de lançamento da revista Museologia.pt n.º 3 para a qual eu fui amalvelmente convidado pela Dr.ª Clara Camacho a escrever um artigo para integrar o dossier “Museus e Inovação Tecnológica”, tema central do presente número desta importante revista no panorama museológico português.

Eu estive na estrada a caminho de Lisboa para marcar presença na cerimónia, agradecer pessoalmente a quem me convidou para escrever o artigo, encontrar amigos, felicitar o Prof. João Brigola pena nomeação como director do Instituto dos Museus e Conservação e aproveitar a ida a Lisboa para tratar de alguns assuntos profissionais que agora não interessam para o caso. Estive na estrada mas a tecnologia pregou-me uma partida. O carro, essa velha máquina de que tanto dependo para me deslocar, teve uma avaria, melhor um furo. Não seria nada demais, caso tivesse um pneu normal para mudar. Mas apenas tinha um pneu que me permitia andar apenas a 80 Km/h e que estava também com menos pressão do que devia. Ainda fiz uma tentativa de encontrar uma casa de pneus por perto de onde me encontrava, mas nada. Única solução retornar à base (Porto) e roer-me de inveja de quem vai poder estar presente. E assim um recuo tecnológico (porque é que os pneus dos carros ainda furam, não é?) tirou-me o prazer de poder marcar presença.

Não posso, no entanto, deixar de aproveitar este post para enviar um pedido de desculpas a todas as pessoas envolvidas na equipa da Museologia.pt, principalmente à Dr.ª Clara Camacho e à Dr.ª Cláudia Figueiredo, pela minha ausência e de felicitar o IMC pela publicação de mais um número da Museologia.pt e, também, pela excelente publicação sobre Património Imaterial que será apresentada na mesma cerimónia.

Aproveito também para enviar as mais sinceras felicitações ao Prof. João Brigola pela nomeação como director do IMC e desejar-lhe os maiores sucessos na missão que agora abraça.

Encontros casuais

Encontros casuais

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Por vezes acontece andar à procura de algo na web e dar de caras, inesperadamente, com um excelente site com conteúdos muito interessantes e extraordinariamente úteis. Ontem, à procura de exemplos de interfaces apelativos, dei de caras com o site da Revista Idearte e, devo confessar, agradou-me bastante.

Fica aqui a recomendação de leitura.

Museum News – Novembro e Dezembro

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The Mindful Museum

In all museums the act of recognizing the shape of human lives in the traces of old objects goes on. Works of art exist simultaneously in the past, from which we draw them, and in the present, in which we see them, and each of us parses the formula of time past and time present in our own way. The museum enables us to grasp human time as something that belongs to us, and as something that is outside us, at once social and, in a way, sacred.

Novo número da revista da AAM. Disponível por assinatura em http://www.aam-us.org/pubs/mn.cfm.