Na passada terça-feira estava a ver o Jornal da Noite da SIC e reparo numa cara conhecida (eu confesso que sou miserável com nomes, mas raramente me esqueço de uma cara) que estava, para bem da minha memória, enquadrada no local ao qual a associo. O gabinete de inventário do Santuário de Fátima tem a hercúlea tarefa de inventariar e documentar as imensas ofertas que chegam todos os dias e são fruto da devoção dos peregrinos. A pessoa era o responsável pelo departamento de Património Artístico do Santuário, o Dr. Marco Duarte, que tive o prazer de conhecer na acção de formação do software In arte Premium que é usado para o inventário e documentação daquela importante e valiosa colecção. Se estiverem atentos, ao minuto 3:48 do vídeo que posto acima, aparecem algumas imagens da aplicação.
Não é todos os dias que se mostra na televisão, em horário nobre, o importante trabalho de documentação e gestão de colecções que é feito por centenas de pessoas em Portugal. A elas se deve muito do conhecimento que temos acumulado sobre o nosso património, a nossa cultura e que representa o que de melhor (e por vezes de pior também) temos no país. Por isso achei importante referir esta peça jornalística e aproveitar para endereçar daqui ao Marco Duarte e a toda a equipa (e neles a todos os que conheço por esse país fora e trabalham desta forma menos visível nos museus) os votos de sucesso nesta enorme tarefa que têm em mãos.
Não é todos os dias que um dispositivo electrónico portátil me impressiona. Também já não me impressiona qualquer tecnologia aplicada ao trabalho de campo em arqueologia. No entanto, ver iPads a serem utilizados nas escavações de Pompeia e perceber que através de ferramentas simples se pode melhorar o rendimento e as condições de trabalho de uma equipa de arqueólogos no campo, faz com que fique cada vez mais optimista em relação à boa utilização destas obras de arte da engenharia.
Não me foi possível, por várias razões, estar presente na parte da tarde da sessão na UP, no entanto, assim que tiver tempo (nunca antes da próxima segunda-feira… estou de férias) actualizarei a informação relativa à apresentação do Prof. Doutor Sérgio Lira sobre o sistema Index Rerum.Bom fim de semana para todos.
Apresentação da solução Index Rerum pelo Prof. Doutor Sérgio Lira e implementação na Universidade do Porto.
Update
1. Ajusta-se a qualquer modelo e tipo de património;
2. todas as instâncias são relacionáveis;
3. compatível com todos os standards;
4. baseado no CRM do CIDOC;
5. estrutura cliente/servidor;
6. sem aplicação específica no cliente (web based service);
7. diferentes níveis de acesso e permissões;
8. funciona em sistemas operativos distintos (windows e Linux);
9. número ilimitado de utilizadores (sem licenciamento aplicação);
10. importa e exporta dados em formato standard (?);
11. permite utilização sem acesso à internet.
Update II
12 instituições da universidade utilizam a aplicação, com grande diversidade de património.
Update III
Fichas construídas de acordo com as informações que cada objecto tem. Completamente moldadas em relação a cada um dos objectos existentes na universidade.
Relacionadas em cada um dos sítios. Podem obter-se informações sobre todas as pinturas (por exemplo) existentes em todas as colecções da UP.
Terá que permitir uma visão geral das colecções da UP e uma pesquisa geral obtendo resultados em cada uma das colecções e em todas elas.
Permitirá também a gestão da colecção (facilitando a criação de exposições, de relatórios para conservação, etc.)
20.219 objectos na base de dados, sendo que grande parte deles são de importação maciça de dados de outras aplicações (certamente também com formato standard)
Registos por dia 200, registos por mês 4000, registos por investigador 1.440. Números médios do projecto.
Update IV
Funcionalidades:
Pesquisa parametrizável, diferente acesso para público e para quem a está a trabalhar;
Depois voltamos a este assunto que estou a ficar sem bateria. Desculpem.